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Voluptuosas, sexy, lindas ou...gordas? Você decide!

Modelos plus size mostram que preconceito com gordinhas tem que mudar

31 de Maio de 2012

Taste

Cynthia Garcia, editora do TASTE, entrevista Tara Lynn, modelo e musa americana plus size. Tara diz que o preconceito deveria mudar mais rápido e que é chegada a hora de o mercado de moda abrir os olhos, aumentar as modelagens, inclusive a masculina

Em 2010, quando a Marilene Ramos e a Nivia Galego, sócias da Slim, uma ótima agência paulista de comunicação de moda, me convidaram para participar de uma campanha da Plié - marca de underwear feminina de alta tecnologia, que tem como diretor Ron Horovitz, administrador de visão, moderno -, como entrevistadora da modelo Tara Lynn, topei na hora. A americana é uma das ícones no segmento de tops internacionais plus sizes, também chamado de voluptious, curvy. Indo direto no assunto, Tara é tamanho 46, o que para uns é fofa ou para outros simplesmente... gorda, gordinha, gordona. Um desafio para todos. Eu que nunca fui magérrima - sou alta, ossos largos, e ultimamente, estou acima do "padrão" -, encampei na hora.

Tara Lynn: linda!

Pessoalmente, Tara é deslumbrante, uma mulher de 1.75, com pele dourada, viçosa, olhos verdes com cílios espessos (ela estava sem make na entrevista), cabelo grosso, cheio, pesado, enfim, linda. É uma mulher grande, um mulherão, com peitões, bunda, todas as curvas bem desenhadas, cintura, tudo no lugar. E mais, é inteligente e simpática, bem pé no chão. Gostei dela, vestia jeans, camiseta, tênis, na entrevista, que rolou sem afetação. Ela é extremamente consciente do reflexo de sua imagem sobre milhares de mulheres que sofrem por estarem fora do tal do asfixiante "padrão estético".

1º desafio: preconceito das grifes brasileiras

A campanha, fotografada por Bob Wolfenson, um craque, envolvia também imagens de Tara com roupas de grifes brasileiras. Gloria Coelho e Huis Clos, entre outras, cederam roupas para o styling da foto. Mas faço questão de ressaltar que várias marcas famosas do nosso mercado de moda não cederam roupa para o ensaio fotográfico quando souberam do briefing da campanha envolvendo uma modelo plus size. Pois é. Foi um dos problemas que a equipe da Mari e da Nivia teve que contornar.

2º desafio: miopia do mercado editorial

Assim que saísse a campanha na mídia estava combinado que eu ofereceria a entrevista completa – só uma parte dela foi publicada no catálogo da Plié – para revistas ou jornais. Foi quando surgiu o outro problema. Não vou citar nomes, mas nenhuma – sim, nenhuma – revista ou jornal quis publicar uma matéria sobre o tema. Incrível, não? Ficamos passados com a miopia e o preconceito do mercado editorial. A única pessoa que escreveu algo a respeito foi a jornalista Lilian Pacce, verdade seja dita. O mais curioso é que toda vez que eu comentava com uma mulher plus size sobre a entrevista ela estava interessada em ler...

Tara na capa da Vogue Italia

Agora, dois anos mais tarde, Tara já emplacou mais capas da Elle francesa (na época quando veio ao Brasil, já havia emplacado uma na edição francesa com grande matéria sobre o tema) e já esteve até na capa da Vogue Italia! A entrevista a seguir teve um trecho publicado no lindo catálogo da Control Line da Plié, que tem um site pioneiro sobre o assunto (www.respeitoascurvas.com.br), mas nunca publiquei-a inteira. Agora, finalmente, vai. Está ela aí para vocês lerem.

Entrevista de Cynthia Garcia com Tara Lynn, 10/2010, com exclusividade para o TASTE:

Você se tornou um símbolo de beleza e de respeito no mundo real onde a maioria das mulheres possui curvas, são maiores que o padrão imposto no mundo irreal das modelos. Como vê isso?

Quando eu era adolescente, mais suscetível, achava que havia só uma opção: ser magra e ponto final. Meu objetivo era ser PP a todo custo. Eu fazia de tudo para emagrecer. Eu não tinha noção que uma pessoa com uma estrutura óssea larga e pesada como a minha jamais conseguiria vestir PP! Hoje, sei que o mais magra que consigo ser é um tamanho M. Mas acredito que teria sido bem mais fácil se na minha pré-adolescência e adolescência os símbolos de beleza do mercado respeitassem as diferenças, fossem mais generosos com todas as mulheres e oferecessem um leque de opções para corpos femininos de tamanhos normais, com formas e curvas dentro da realidade da maioria das mulheres.

No momento, qual o seu tamanho, Tara?

Agora sou GG.

Você ganha sua vida como modelo plus-size, o que diria às adolescentes, mulheres jovens e às mais maduras que possuem corpos plus-size como grande parte das mulheres?

O mais importante de tudo é a gente ser feliz. Mas é preciso ter consciência do próprio corpo. Não é porque você é maior, que pode relaxar, acho que devemos estar atentas à alimentação, comer menos massa, nos exercitar regularmente e buscar uma atitude positiva diante da vida. Por outro lado, não podemos nos punir só porque comemos pão no lanche ou não fomos à academia naquela semana. A gente não pode se colocar para baixo, quem tem curvas tem que sentir orgulho delas!

Você é muito bonita, qual a sua ascendência? O sobrenome Lynn vem de onde?

Adotei o sobrenome do meu padrasto, que tem sangue português. Minha árvore genealógica é uma misturada! (risos) Tenho sangue francês, alemão, polonês, inglês, irlandês, norueguês e negro. Em algum lugar devo ter um pouco de sangue judeu e de mexicano também (risos).

Como é o biotipo da sua família? As mulheres são curvilíneas, grandes?

A minha mãe é robusta, bem musculosa, com ossatura grande como a minha. Mas de altura, é bem menor que eu. É size 10, tamanho médio. Minhas tias são como ela. Sou a mais alta da família.

Você faz dieta?

Sou bem atenta à minha alimentação. É importante respeitar o nosso corpo. Gosto de alimentos enzimáticos (com alto conteúdo de enzimas), alimentos frescos, saladas e frutas. Adoro mamão e abacate. Não sou radical, tento só comer peixe e evito carne vermelha, mas é difícil, pois viajo muito. E luto para não cair na armadilha do pão e do açúcar refinado.

Você é saudável, segue uma dieta balanceada. E ginástica? Você gosta de se exercitar?

Adoro fazer exercício. Se eu não viajasse tanto gostaria de me exercitar seis dias por semana. Seria o ideal. Quando comecei a carreira de modelo, era o que fazia. Mas ultimamente como estou trabalhando muito, tenho me exercitado bem menos.

Quais as modalidades que prefere?

Adoro ioga. A cada duas semanas faço natação, adoro nadar! Quando vou à academia faço exercício aeróbico e de resistência com pesos. Faço caminhada uma vez por semana. Seattle, onde moro, tem uma natureza incrível, é muito gostoso para fazer caminhada.

Em geral, a mulher ocidental, jovem ou mais velha, pensa que os homens se sentem mais atraídos por corpos femininos mais magros. Como vê isso? Qual é o seu poder de atração?

Eu também pensava assim, mas, agora, vejo que ser super magra não atrai os homens tanto quanto eu imaginava. O poder de sedução da mulher não está em uma só coisa – ser magra – é uma questão de um todo que envolve segurança, personalidade, postura do corpo, atitude perante a vida e a energia que emana da gente, não é só uma questão que define o poder de atração, mesmo dos homens em relação a nós mulheres. Não acredito que se eu emagrecesse 20 quilos eu atrairia uma quantidade maior de homens. Não acredito mesmo.

Quando você entrou na carreira de modelo, pensou "vou emagrecer"?

Quando comecei, em 2007, eu era tamanho M em cima e G nos quadris, que é onde meu peso se concentra mais. Eu até menti na agência, disse que eu era toda G (risos)! Mas ao tirar minhas medidas, a agência me aconselhou a engordar, disse que eu teria mais oportunidades se ganhasse peso. Veja só! Então cheguei em GG, como estou hoje. Quando cheguei ao meu peso atual, depois de três meses, passei a trabalhar o tempo todo. Não parei mais.

Antes de a agência aconselhá-la a engordar, você já tinha, em algum momento, atingido o tamanho GG, seu peso atual?

Quando eu era adolescente, sim, e foi um esforço imenso perder.

Como você se sente melhor?

Sinto-me melhor, mais bonita, tudo de bom, no G. É o meu tamanho ideal.

Você está ganhando dinheiro e tendo sucesso profissional sendo tamanho GG, se não precisasse permanecer com esse peso todo, você emagreceria?

Claro! Me diga qual a mulher que não quer ficar uns quilos mais magra? Eu adoraria perder uns cinco quilos. Seria bárbaro! Cinco quilos a menos não vão me tornar magra, mas o braço fica mais fino, a roupa cai melhor. Tenho consciência que jamais serei uma Gisele, a estrutura do meu corpo é totalmente diferente da dela. Sou grande, tenho ossos largos, pesados, mas não é por isso que não posso me olhar no espelho de manhã e me sentir ótima!

Você tem dificuldade em comprar roupas charmosas, na moda, com a proporção e o caimento corretos, que não aperta no lugar errado? Ou você encontra com facilidade roupas de marcas bacanas para uma mulher do seu tamanho nos EUA, visto que lá a sociedade tem um número até preocupante de mulheres com sobrepeso?

Está ficando um pouquinho mais fácil comprar roupa para mim, mas a realidade é que ainda é um drama, tenho que bater muita perna para encontrar alguma coisa que eu goste. É uma loucura, a gente entra na loja com dinheiro para gastar e não encontra roupa G! Não dá para entender porque até hoje são poucas as marcas que perceberam o potencial desse mercado. Tem até umas grifes como a italiana Marina Rinaldi que fazem roupa GG, mas, em geral, são caríssimas. Só compro lá roupas para ocasiões especiais e olhe lá. A roupa tem que vestir bem, ser bacana, levantar a nossa moral, deixar a gente linda, estar de acordo com a ocasião, mas, é fundamental, estar dentro das nossas possibilidades. Não saio gastando, não.

Agora me diga o que tem a dizer a esse mercado de moda que pensa que todas as mulheres são tamanho P e acredita que as mulheres serão tamanho P a vida toda?

Veja, a minha vida toda tive problema na hora de comprar roupa. Sempre foi um parto! Para alguém do meu tamanho, das duas uma quando a gente se depara com a função comprar roupa, ou a roupa é caríssima ou serve, mas aí é cafona, malfeita, sem charme, com tecido ruim. Não dá para entender o mercado. As marcas de preços médios, acessíveis, deveriam repensar suas estratégias e investir em fazer roupas para o mercado das mulheres reais. Será que isso é tão difícil? Não dá para entender.

As mulheres grandes reclamam para você sobre essa falta de visão de mercado da maioria das marcas de roupa que estão com numeração muito pequena?

Em geral, a mulher maior se envergonha de não estar dentro do padrão magro, de não entrar nas roupas, de não achar numeração para ela. Elas não dizem nada, não reclamam. A verdade é que se envergonham disso. É uma pena. É frustrante ter o dinheiro na mão e não poder gastá-lo na roupa que você está louca para comprar e que você já sabe que vai ficar super linda nela só porque não tem mais no seu tamanho! Ou, pior, porque a confecção simplesmente não faz o seu tamanho, acha que você não existe! É tão frustrante, que a gente tem vergonha de dizer. Adoro BCBG, J. Crew e Max Mara, mas essas marcas nunca têm meu tamanho. Hoje, as pessoas estão mais altas, maiores, não faz o menor sentido essa miopia do mercado de moda. Pouca gente toca nesse assunto. Mas, eu falo mesmo!

Você acha que essa mentalidade está mudando?

Está mudando, alguns designers já estão atentos, mas podia mudar bem mais rápido, não acha?

Com certeza, concordo com você. Tara, qual a parte do seu corpo que você gosta mais?

Ah, eu adoro o meu bumbum (risos)...

E a parte que você menos curte?

Eu queria muito que meu braço fosse mais magro. Seria tão bom! É frustrante, tenho que começar a nadar mais, fazer mais ioga (risos)... Mas, desde que virei modelo, viajo muito a trabalho, tem semana que não dá para me exercitar, quando posso, faço caminhada.

Conte-me, você tem hábito de usar um body no seu dia a dia para modelar o corpo?

Quando estou de vestido, adoro usar body, especialmente em ocasião especial. Com vestido justo: sempre. Em geral, visto jeans e uma camisa mais solta, para não ter que ficar ligada na roupa, mas em reuniões ou quando vou fotografar sempre estou de body por baixo porque é outra coisa, dá mais segurança, meus quadris e meu bumbum ficam mais firmes.

O que curte vestir?

Adoro vestidos, especialmente os de cintura mais alta. Adoro sapatos altos, mas só a noite. Gosto de jeans, mas jeans tem um problema, é ótimo quando a gente está em pé, mas ao sentar ele parece que corta a gente pela metade.

Como se sente fotografando nua? Você fica tímida?

Ao contrário, adoro ficar nua! É como me sinto mais confortável. Minha pele é a minha "roupa" preferida. Ser fotografada nua dá uma sensação diferente. É uma experiência libertadora. Não é comum me chamarem para ser fotografada nua. Mas dá uma sensação muito boa, especialmente quando a equipe é profissional e me respeita.

Você estudou o quê?

Sou formada em linguística. Quero fazer uma pós, mas não tenho certeza em que área será, talvez musicologia com especialização em canto porque sou cantora. Adoro cantar, canto jazz e oratório. Adoro musica! A boa música, claro!

O que planeja fazer depois da carreira de modelo?

Não vou esperar terminar, as profissões podem acontecer ao mesmo tempo, ser coincidentes. Eu adoro dramaturgia, atuar me fascina. E, claro, quero ter filhos!

E seu namorado?

Ele nasceu na Espanha e viveu na Venezuela. Chama-se Alejandro, mi Alejandrito, mi delicioso... (mostra a foto no celular). Ele ia se mudar de Seattle, quando nos conhecemos, aí resolveu ficar e abrimos um restaurante (em Seattle). É um lugar bem íntimo, gostoso, com cozinha-aquário, chama-se Meza, o sobrenome do meu namorado. A especialidade é culinária latina: espanhola, venezuelana e cubana. O ambiente é ótimo, bem divertido. No começo do ano que vem, vamos abrir um bar em Los Angeles, que batizamos Pattern Bar. Alejandro ainda fala um inglês mais ou menos, ainda estou trabalhando no inglês dele. He´s very cute...! Ele é uma graça, não? (Fazendo biquinho, visivelmente apaixonada pelo moreno sorridente da foto)

Muito, ele é bem bonitão. E vocês planejam se casar?

Ah, sim! Mas com tanto trabalho ainda não tive tempo de pedir a mão dele (risos)!


Models.com: Tara Lynn

models.com/models/tara-lynn

Plié

www.plie.com.br

www.respeitoascurvas.com.br

Slim, Studio de Ideias

www.slim.art.br

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Esq, capa da Vogue Italia, edição Belle Vere, 06/2011, à esq, Tara Lynn, Candice Huffin, Robyn Lawley, em foto de Steven Meisel. À dir, na capa da Elle francesa. Tara fez campanha para a marca Plié

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